* Paulo Freire e suas Contribuições na Educação
** Maurílio Nogueira da Silva
Paulo Freire – l921-1997
“Uma sociedade que aspira a tornar-se uma sociedade de trabalhadores, com a superação das dicotomias básicas que conhecemos: a dicotomia entre o trabalho manual e o intelectual, entre o ensinar e o aprender e entre o conhecer o conhecimento existente e criar o novo conhecimento tem de ter necessariamente no trabalho produtivo a fonte do conhecimento. De tal forma que, em certo momento, já não se estuda para trabalhar e já não se trabalha para estudar porque se estuda ao trabalhar”(Paulo Freire, Genebra, l977).
Bom dia a todos! Autoridades, Colegas Educadores, Estudantes, Pessoal de Apoio e a todos que tornaram realidade este evento.!...
Nesta Semana de Educação de 2002, realizada na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, estamos tendo a oportunidade impar de refletir sobre o pensamento do grande educador Paulo Freire. Assim foi a abertura e agora o eEncerramento dos nossos trabalhos.
ÉPara mim é uma grande honra e ao mesmo tempo uma imensa responsabilidade fazer esse encerramento, falando de Paulo Freire, especialmente depois de ter ouvido o professor José Eustáquio Romão, que abriu, com brilhantismo, essa Semana, abordando o temafalando sobre “ Oo olhar fFreiriano acerca da educação para o século XXI”.
De modo muito especial, é para mim é um motivo de grande emoção lembrarfalar sobre Paulo Freire, pois tive o privilégio de ser seu aluno em l981, ao fazer o Mestrado em Educação na UNICAMP. .
Assim, embora pareça uma redundância duas falas sobre esse grande educadorPaulo Freire num mesmo evento, creio que há sempre algo a acrescentar acerca desse grande educador do qualque mesmo os seus críticos não podem negar a contribuição que ele trouxe para a Educação, seja no Brasil, seja em outras terras por onde ele andou e até onde seu pensamento chegou.
De início, pensei em não escrever um texto, limitando-me a contar o que ouvi em suas aulas e nos contatos que pude ter com ele na UNICAMP. Porém mudei de idéia e decidi por uma fala fala inicial mais organizada e menos dispersa. Num segundo momento posso voltar à primeira idéia.
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* Palestra de Encerramento da Semana de Educação 2002, realizada na FACED-UFJF
** Mestre em Educação pela UNICAMP, l986
Professor. Assistente da Faculdade de Educação da UFJF - E. mail:
nmaurilio@yahoo.com.br
Creio que não é exagero dizer, logo de início, que Paulo Freire é um dos mais importantes educadores do mundo e seguramente o que mais se destacou em trabalhos educacionais praticados emem países pobres. É também um pensador educacional que foi capaz de apresentar como nenhum outro uma filosofia de educação da maior abrangência e profundidade.
Enquanto os teóricos da educação mais conhecidos no presente são geralmente psicólogos, quase todos pensando o mundo a partir do individual, a teoria de Paulo Freire é uma exceção, com profundas raízes na realidade social concreta de seu povo.
A concepção que Freire tem da educação como ação interpessoal ou como uma ação que se dá entre pessoas, não reduz seu significado a uma visão psicologista das relações entre os seres humanos. Ele incorpora, com sabedoria, as determinações fundamentais, econômicas, políticas e sociais dessas relações.
Diz ele “Uma sociedade que aspira a tornar-se uma sociedade de trabalhadores, com a superação das dicotomias básicas que conhecemos: a dicotomia entre o trabalho manual e o intelectual, entre o ensinar e o aprender e entre o conhecer o conhecimento existente e criar o novo conhecimento tem de ter necessariamente no trabalho produtivo a fonte do conhecimento. De tal forma que, em certo momento, já não se estuda para trabalhar e já não se trabalha para estudar porque se estuda ao trabalhar”(Paulo Freire, Genebra, l977).
Para Paulo Freire a Educação é um ato ou uma luta de libertação eou de emancipação humana.. Tanto que um dos seus livros principais se intitula Educação como Prática da Liberdade. Ele escreveu muitos livros e artigos, em diferentes línguas e países, que são citados por educadores de todo o mundo. Mas é o seu livro Seu principal livro é o Pedagogia do Oprimido, que melhor sintetiza seu pensamento pedagógico.
Paulo Freire, nasceu em l921 e cresceu no Recife. Filho de um oficial aposentado da polícia militar de seu Estado. Recebeu uma importante influência de seus pais, a qual estaria como traço essencial de seu caráter: um profundo senso de tolerância e de respeito para com os que pensam diferentee. Seu pai era espírita e sua mãe, católica. Com o exemplo de casa, seu espírito de tolerância religiosa permitiu-lhe tornar-se, muitas décadas depois, o principal educador a orientar os trabalhos de educação do Conselho Mundial das Igrejas, com sede em Genebra, na Suíça.
Sua formação intelectual iniciou-se com o Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais na Universidade de Recife, concluído aos vinte anos de idade..
Seu primeiro trabalho como educador foi na escola secundária, onde ensinava Língua Portuguesa. Mais tarde, foi Diretor do Departamento de Educação e Cultura do SESI, Serviço Social da Indústria. Essa experiência com a educação de trabalhadores constituiu o ponto de partida do que viria a se tornar o Método Paulo Freire.
Em 1961, com o Movimento de Cultura Popular de Recife seu método começou a ganhar sua forma definitiva e tornou-se conhecido mundialmente..
Atuando junto ao governo de Miguel Arraes e Jovens Ativistas Católicos, Paulo Freire foi se impregnando da luta contra a injustiça social e a pobreza da qual nunca se afastou.u.
Foi assim que desenvolveu programas educacionais voltados à população oprimida, especialmente visando à alfabetização de adultos.
Com o Freire foi convidado a trabalhar para o Governo João Goulart, , ele foi como Coordenador Nacional dos Programas de Erradicação do Analfabetismo, tarefa que desempenhou até ser exilado. cujos frutos conhecemos bem.
Nesse programa, desenvolveu um eficiente método através do qual ele ensinava as populações pobres a ler e a escrever num tempo recorde. E elas aprendiam não só a ler as palavras e frases, mas sobretudo a ler o mundo.
Por causa do seu trabalho de educador-crítico Freire foi condenado a um exílio de 15 anos. MasDurante o exílio não parou sua obra. No exílio dDeu cursos e seminários nas mais prestigiosas universidades de todo mundo. Nesse tempo foi também professor visitante convidado da Universidade de Harvard e educador no Conselho Mundial de Igrejas. Recebeu vários títulos doutorais honoríficos, inclusive da Universidade de Michigan e da Universidade de Louvain. Esteve no Chile e também na Nicarágua, ajudando ao governos revolucionários sandinista noa combater ao analfabetismo daquele país que lutava por sua libertação. Merece destaque especial, o trabalho que Paulo Freireele realizou com o povo africano, na Guiné Bissau, em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe, onde seu nome jamais será esquecido.
No seu trabalho mais desenvolvido – uma vez que no Brasil ele fora interrompido. .
O itinerário intelectual de Paulo Freire foi feito de marchas e contramarchas. Um erro comum nos críticos da sua obra é o de ignorar a evolução das suas concepções filosóficas, pedagógicas e políticas, que começa por um idealismo moldado por sua vinculação direta ao pensamento católico, mas que, ao se desenvolver, segue em direção à abordagem propriamente dialética da realidade, que passa a caracterizar sua produção.
No seu livro Pedagogia do Oprimido ele mostra uma clara aproximação com o pensamento de Marx, Engels, Lênin, Gramsci e outros pensadores revolucionários que estão na base de suas reflexões, embora de um jeito não dogmático. Freire não era adepto de nenhum dogmatismo. Ele se valia de todas as experiências teóricas e práticas a que tinha acesso, porém sem ser submisso a nenhuma delas. Aliás, essa é a sua pedagogia.
É assim que em seus trabalhos mais recentes, vê-se a incorporação crítica das concepções que mostram a importância da determinação econômica, embora para ele essa incorporação se dê de uma maneira aberta, ligada à sua a crença fundamental no papel do homem como determinador de seu próprio futuro.
Ao se aproximar de uma visão gramsciana, Paulo Freire diz que o homem tem de assumir seu papel como sujeito da História, não enquanto um indivíduo abstrato, mas enquanto ser histórico situado dentro de condições concretas, condições estas que se constituem a partir da organização econômica da sociedade, da posição do homem dentro da estrutura produtiva dessa mesma sociedade e daquelas relações que, como uma consequência, ele estabelece com seus semelhantes, relações que são organizadas essencialmente a partir dessa mesma posição que ele ocupa na produção.
Com essa visão marxista, seu pensamento evoluiu para a clara concepção da imperativa necessidade de transformação da estrutura econômica fundamental da sociedade como base essencial, embora não suficiente, para uma verdadeira transformação do homem. E ele adere a essa tese marxista sem deixar sua fé religiosa. Ele tinha grandes aproximações com a Teologia da Libertação como aliada na luta da libertação dos povos oprimidos.
Paulo Freire quis desenvolver uma educação que pudesse ser um esforço para ajudar a libertar os homens de toda forma de opressão.Mas ele tinha uma clara percepção das limitações do reformismo educacional . Para ele a Educação não deve ser ingenuamente
concebida como algo miraculoso que poderia fazer por si mesma todas as transformações necessárias para a sociedade. Por outro lado, ele discordava profundamente daqueles que negavam qualquer valor a educação no processo de mudança social. A Educação e a escola tem para ele um tem uma papel instrumental da maior importância. Sozinha ela não pode fazer nada, mas associada a outras forças de transformação ela pode ter um papel importante no processo de mudança da sociedade.
No centro do pensamento pedagógico de Paulo Freire está também a ruptura com a educação tradicional, calcada no autoritarismo e no conservadorismo. Ele chama a educação tradicional de educação bancária, onde o professor deposita conhecimentos na cabeça dos alunos para depois saca-los nas provas, matando assim a criatividade dos educandos.
Paulo Freire teminha também um conceito antropológico de cultura. Para ele todas as pessoas têm uma cultura;, não há pessoas incultas. Ele reconhece a legitimidade de culturas diferentes e diferencia o mundo da natureza do mundo da cultura.
Ele era também um Para ele o educador deve ser um pesquisador permanente da cultura e dizia que assim deve ser o educador.. Alguém que procura conhecer os membros da comunidade onde atua, observando como eles se comportam, trabalham, comem, amam, se relacionam, em suma, como vivem sua vida quotidiana.
Ele diz que o educador deve estar atento às codificações, às representações e às palavras que ele chamou de palavras geradoras ao trabalhar com a alfabetização e ao atuar nos chamados círculos de cultura, que visavam desenvolver a consciência crítica dos educandos.
O amor e a dedicação aos que na sociedade são oprimidos e privados das mais essenciais condições de vida e dignidade humanas custaramou a Paulo Freire perseguição, prisão e exílio. Ele foi, sem dúvida, um desconstrutor da ideologia dos dominantes e um construtor de uma educação emancipatória e libertadora. E os poderosos da época não podiam tolerar sua educação.-lo.
O conceito central da educação alternativa de Paulo Freire é o diálogo. Mas é o diálogo entendido no sentido dialético, onde o encontro dos homens se dá mediatizado pelo mundo, para pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu.
Para Freire não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia do mundo e os que não a querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer a palavra e os que se acham negados deste direito. É preciso primeiro que os que assim se encontram negados do direito primordial de dizer a palavra, reconquistem este direito fundamental.
Para Paulo Freire, o homem só é homem porque transforma o mundo. E não apenas transforma, mas é capaz de antever o objeto que criará na História, através de sua ação e reflexão. Assim é que, através de uma educação e de uma prática global de libertação o homem poderá criar uma sociedade igualitária, livre e fraterna.
Ele se preocupou também em analisar dialeticamente a violência do oprimido em busca de sua liberdade. Para ele esta é uma violência reflexa, uma resposta a uma violência anterior que ele recebe. Seu pensamento se aproxima aí do de D. Helder Câmara, quando afirma que “ninguém nasce para ser escravo e tem o direito de lutar para sair dessa condição”.
Paulo Freire praticou a superação do verbalismo vazio por uma nova palavra, na qual os dois momentos dialéticos, a ação e reflexão se interpenetram.
Assim, ele nos ensina a mudar, a ultrapassar nossas posições, através da análise crítica da incorporação criteriosa das contribuições que nos chegam, seja de intelectuais, seja do próprio povo com sua sabedoria de vida.
Para elePaulo Freire todo educador precisa ser entendido como um projeto intelectual que se desenvolve durante toda sua vida e que permanecerá sempre inacabado, na medida em que a vida intelectual se caracteriza essencialmente por uma abertura que permitetirá sempre a incorporação de novos elementos que enriquecem a compreensão da realidade e ao mesmo tempo se enriquecem em seu contato com ela.
Paulo Freire realiza também uma síntese do humanismo cristão e do humanismo revolucionário. Seu Cristo é aquele que chicoteou os mercadores do templo. Seu Marx é aquele cuja preocupação central era a transformação revolucionária de uma sociedade que não permitia à grande maioria dos homens que assumissem sua humanidade.
Ele diz que, assim como o opressor, para oprimir, necessita de uma teoria da ação opressiva, assim também o oprimido, para se tornar livre, necessita de uma teoria da ação libertadora.
Paulo Freire propõe a superação da dicotomia entre um não-diretivismo ingênuo e um autoritarismo opressivo, recomendando uma educação dialógica, na qual liberdade não significa omissão, mas autoridade, responsabilidade e engajamento. Ele chama a atenção para que não se confunda autoridade com autoritarismo. E diz que o autoritarismo surge exatamente da falta de autoridade. A autoridade do educador é a síntese dialética que se situa para além do não-diretivismo e do diretivismo autoritário. E essa síntese que devemos buscar em nossa prática diária, seja como educador, seja como pessoa em todos os nossos espaços.
Para terminar, citamos a A síntese que Paulo Freire faz da relação educação-trabalho, alcançada na sua prática com o povo, onde elelevou a afirmar que “ educar é trabalhar e trabalhar é educar e ser educado”.
Paulo Freire faleceu em São Paulo, aos 75 anos, vítima de infarto, no dia 2 de maio de 1997, um mês depois de lançar seu livro Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. Mas, sem dúvida, suas contribuições com a Educação continuarão vivas para sempre.
Não poderia, finalmente, deixar de fazer referência a esse momento histórico que estamos vivendo de grande expectativa de que os ideais de democracia e liberdade de Paulo Freire e muitos outros educadores, intelectuais e políticos brasileiros sejam alargados com o governo popular que tomará os rumos do nosso país no próximo ano.
Fico por aqui e me coloco à disposição de vocês para intervenções, perguntas, questionamentos e enriquecimentos a essa breve exposição.
Muito obrigado!
* Quem quiser ter o CD de áudio desse texto entre em contato comigo.
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Informações complementares sobre Paulo Freire – obtidas via internet
Paulo Freire Voltou ao Brasil em 1979 e começou a lecionar na UNICAMP e na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Em 1989, assumiu a Secretaria de Educação do município de São Paulo, no governo de Luiza Erundina do PT, partido ao qual já se filiara anteriormente. Deixou o cargo em 1993.
Recebeu o título de Doutor Honoris Causa em 27 universidades de várias partes do mundo. Ganhou também diversos prêmios, dentre eles, Prêmio Rei Balduíno para Desenvolvimento, na Bélgica (1980), Ilustre Educador Cristão, da Associação dos Educadores Cristãos dos E.U.A. (1985), Prêmio UNESCO da Educação para a Paz (1987) e Prêmio Andres Bello, da Organização dos Estados Americanos, como educador do continente (1992).
Em 1991, foi criado o Instituto Paulo Freire, com o objetivo de estudar e discutir sua pedagogia. Com núcleos em vários países, o instituto promove a divulgação da obra do educador, o estudo de suas teorias e a execução de projetos educacionais e culturais.
Paulo Freire foi casado com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos (Maria Madalena, Maria Cristina, Maria de Fátima, Joaquim e Lutgardes). Depois da morte de Elza, casou-se com Ana Maria Araújo Freire, com quem viveu até a morte.
Faleceu em São Paulo, aos 75 anos, vítima de infarto, no dia 2 de maio de 1997, um mês depois de lançar seu livro Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa.
Obra. Educação e Realidade Brasileira (1959); A Propósito de uma Administração (1961); Alfabetização e Conscientização (1963); Educação como Prática da Liberdade (1967); Educação e Conscientização: Extencionismo Rural (1968); Pedagogia do Oprimido (1968); Extensión o Comunicación? La Concientización en el Médio Rural (1969); Educación para la Concientización (1969); Cambio (1970); The Political Literacy Process - an Introduction (1970); Witness to Liberation (1970); Sobre a Ação Cultural (1971); Afirmative Education (1972); Education for Critical Consciousness (1973); Teología Negra y Teologia de la Liberación (1974); Le Forme dell'Umanesino Contemporaneo (1974); Educación Liberadora (1975); Cartas à Guiné-Bissau (1975); Ação Cultural para a Liberdade e Outros Escritos (1976); Os Cristãos e a Libertação dos Oprimidos (1978); Questions to Answer for Miss Smith (1979); Consciência e História: a Práxis Educativa de Paulo Freire (antologia, 1979); Multinacionais e Trabalhadores no Brasil (1979); Pedagogia in Cammino (1979); Quatro Cartas aos Animadores e às Animadoras Culturais (1980); Conscientização: Teoria e Prática da Libertação; uma Introdução ao Pensamento de Paulo Freire (1980); Ideologia e Educação: Reflexões sobre a Não Neutralidade da Educação (1981); A Importância do Ato de Ler (1982); Sobre Educação (1982); Educação Popular (1982); The Politics of Education: Culture, Power and Liberation (1985); Aprendendo com a Própria História (1987); Conversando con Educadores (1990); A Educação na Cidade (1991); Pedagogia da Esperança (1992); Professora Sim, Tia Não: Cartas a Quem Ousa Ensinar (1993); Política e Educação (1993); Cartas a Cristina (1994); À Sombra desta Mangueira (1995); Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa (1997); Pedagogia da Indignação (cartas pedagógicas e outros escritos, 2000); Pedagogia dos Sonhos Possíveis (2001).
sábado, 22 de novembro de 2008
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